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Blog 09.01.2017

Você conhece o Slow Sync Flash?

O Slow Sync Flash é uma técnica em que é possível aliar o obturador em baixa velocidade/longa exposição em conjunto com o disparo do flash em primeira ou segunda cortina.

Para você entender: o obturador tem duas cortinas. A primeira corresponde justamente à primeira entrada de luz em seu sensor.

Quando você aperta o disparador para fazer sua foto, a primeira cortina abre e permite a entrada de luz em sua câmera.

Já quem encerra essa abertura é a segunda cortina.

Quando você determina a velocidade é justamente o tempo entre a saída da primeira cortina e o fechamento da segunda.

 (Foto: Mauricio Santana)

Numa situação comum de congelamento de movimento, por exemplo, o flash externo dispara em sincronia com a abertura da primeira cortina do obturador. Isso acontece para que o assunto fique bem iluminado e frisado na imagem.

 (Foto: Mauricio Santana)

Aqui está a diferença do Slow Sync Flash: além de trabalhar com baixa velocidade de obturador, o que permite a entrada de mais luz para capturar um pouco da imagem de fundo (que a luz do flash não alcança) e termos uma noção do contexto da cena (ainda que esse fundo saiu um pouco borrado/tremido devido à longa exposição), o flash só é disparado pouco antes do fechamento da segunda cortina.

 (Foto: Mauricio Santana)

Ou seja, no Slow Sync Flash, ao acionar o disparador da câmera, a primeira cortina do obturador é aberta, capta toda a luz e movimentação natural do ambiente e mantém o sensor exposto. Em seguida, o flash dispara e a segunda cortina é fechada imediatamente.

 

Mas qual é o efeito do Slow Sync Flash?

O efeito do Slow Sync Flash é esse em que o primeiro plano fica nítido e a iluminação ambiente ganha um “blur” ou esse borrado natural da movimentação e gerado pelo maior tempo de exposição.

Por exemplo, olhe essa foto abaixo.

 (Foto: Mauricio Santana)

Se fosse para congelar todo o ambiente, essa foto teria uma velocidade de obturador maior, o ISO também estaria maior e o flash – disparado na abertura da primeira cortina – serviria apenas para dar mais luz aos assuntos mais próximos da câmera porém com uma potência bem mais fraca.

Mas nesse caso, a velocidade estava mais baixa e o flash sincronizado com o fechamento da segunda cortina (ou “em segunda cortina” como muitos se referem).

O resultado? Quando o disparo da câmera foi acionado, a primeira cortina abriu, foi captado a luz do intenso movimento da plateia e do guitarrista e a câmera teve esse movimento de espiral.

Ao fim do movimento espiral, o flash foi disparado para iluminar ainda mais o guitarrista e a segunda cortina foi imediatamente fechada.

Com o ganho de luz que o flash trouxe, o guitarrista (em primeiro plano) saiu mais destacado e seu movimento foi frisado por conta do disparo mais ‘tardio’, em segunda cortina, pouco antes da 2ª cortina se fechar.

São duas fotos que se misturam. Entretanto, tudo isso acontece numa velocidade de obturador mais lenta. Dessa forma, existem duas referências de luz (ambiente + flash) numa mesma foto.

Tudo isso em velocidades mais baixas que o comum, como por exemplo 1/10s (mas pode variar, dependendo de outros fatores como o ‘tamanho’ dos rastros de luz que você quer). Desta sincronia é que vem o nome Slow Sync Flash.

Essa técnica usada na maioria das vezes em shows, baladas ou em algum assunto que envolve captação de movimento e emoção do momento do registro.

Por exemplo destas duas fotos, que eu queria mostrar o empenho dos guitarristas no show, mas deixando em evidência apenas eles.

 (Foto: Mauricio Santana)

 (Foto: Mauricio Santana)

Realizar o Slow Sync Flash

Para fazer este tipo de registro não é algo complicado, mas sem dúvida é preciso muito treino, pois até você pegar o tempo do acontecimento, com o click que você quer registrar demora um tempo.

 (Foto: Mauricio Santana)

A primeira parte é definir a velocidade do obturador.

Para ter esse efeito, a velocidade da câmera tem que estar na maior parte do tempo abaixo de 1/60, pois você precisa de mais tempo de exposição para poder registrar toda a cena.

Então, ajuste seu flash para sincronizar com o fechamento da segunda cortina. Para isso, basta pressionar duas vezes este botão com três pequenos triângulos. Este símbolo mostra que seu flash está sincronizado com a segunda cortina.

 Símbolo de sincronia com a segunda cortina. 

O disparo em segunda cortina ativado é o “plus” dessa técnica. É com ele que você vai congelar o que realmente você quer mostrar naquele momento.

Por isso, minha dica é que você aponte o flash diretamente para o assunto a ser frisado e fotografado.

Como gosto de estar mais próximo do que desejo dar destaque, utilizo muito lentes do tipo grande-angular em fotos desse tipo.

A EF-S 10-22mm f/3.5-4.5 USM e a EF 17-40mm f/4L USM são as lentes que mais utilizo neste tipo de fotos, mas existe uma excelente opção mais acessível de lente grande-angular que é a EF-S 10-18mm f/4.5-5.6 IS STM.

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Como disse, a melhor dica de todas é que você vá praticando esse estilo. Os efeitos do Slow Sync Flash são bem legais e você vai poder soltar sua criatividade, mas para que isso aconteça você deve dominar as funções de sua câmera, os tipos de iluminação e condições de movimento.

Hora mais ou hora menos, você vai ter uma noção de que velocidade utilizar para cada movimentação e iluminação. A partir deste instante é só soltar a criatividade e fazer suas fotos! 

Publicado por: Mauricio Santana Categoria: Aprenda

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